O PSD vai apresentar uma proposta de alteração ao Orçamento do Estado para repor o anterior regime fiscal para os trabalhadores independentes, acusando o Governo de fazer "um ataque sem precedentes à classe média portuguesa".

Na abertura das jornadas parlamentares do PSD, que decorrem até terça-feira em Braga, o líder parlamentar, Hugo Soares, lamentou que, antes das eleições autárquicas, todas as medidas que iam sendo conhecidas sobre o Orçamento do Estado do próximo ano fossem "um mar de rosas".

Depois das eleições, veio o que nos quiseram esconder: um aumento dos impostos generalizado, invenção novos impostos, e até um aumento brutal dos impostos aos trabalhadores independentes, os chamados recibos verdes, num ataque sem precedentes à classe média, empreendedores", criticou.

Hugo Soares deixou, a esse propósito, um compromisso em nome da sua bancada:

O grupo parlamentar do PSD apresentará uma proposta com vista a que tudo fique como estava e que este ataque à classe média não tenha o efeito que o Governo, o PCP e o BE querem, que é aumentar exponencialmente a carga fiscal sobre trabalhadores independentes em Portugal".

Dizendo estar consciente que os votos do PSD não são suficientes para aprovar a proposta, o líder parlamentar do PSD disse esperar que PCP e BE não tenham "qualquer tipo de rebuço" em aprová-la.

É bom que o deputado Jerónimo de Sousa e Catarina Martins, que se entretêm ao fim de semana a fingir que fazem oposição ao Governo, sejam consequentes", desafiou.

"Uma construção de Lego"

Hugo Soares classificou a atual proposta orçamental como “uma construção de lego” feita por PS, PCP e BE.

Cada um foi colocando a sua peça à medida dos seus nichos eleitorais. Como qualquer construção de lego feita aleatoriamente, o resultado não podia ser feliz”, apontou, classificando o orçamento como “incoerente, sem estratégia e sem futuro”.

Para Hugo Soares, esta proposta de orçamento “não serve as portuguesas e portugueses, serve apenas para manter o doutor António Costa no poder”.