O Presidente da República está "expectante" em relação à versão final do Orçamento do Estado para 2018, que foi aprovada no Parlamento, esta segunda-feira e que deverá chegar às mãos de Marcelo Rebelo de Sousa lá para meio de dezembro.

Estou expectante. Ansioso, não direi! Não é propriamente uma angústia, mas estou expectante"

À margem de uma conferência na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, o chefe de Estado reiterou o entendimento de que este Orçamento "tem realidades que até ao último minuto era preciso acompanhar".

Irei ver a versão final, logo que a receba, com todo o cuidado e com toda a atenção e interesse".

Questionado pelos jornalistas sobre se antevê o envio de alguma norma do Orçamento do Estado para 2018 para o Tribunal Constitucional, respondeu: "Não conheço ainda o Orçamento, vamos esperar para depois me pronunciar".

Segundo o Presidente da República, o diploma deverá chegar às suas mãos "algures a 15, 16, 17 de dezembro", porque o processo de redação final "nunca é inferior a dez, quinze dias".

O Orçamento do Estado para 2018 foi aprovado em votação final global com votos a favor de PS, Bloco de Esquerda, PCP, "Os Verdes" e PAN, e com votos contra de PSD e CDS-PP.

Embora alinhados quando à viabilização do Orçamento, PS e Bloco de Esquerda tiveram um arrufo por causa das rendas da energia. Mariana Mortágua acusou mesmo o partido do Governo de "deslealdade", por causa da atitude do PS, ao ter imposto nova votação da medida que prevê uma contribuição a ser paga pelas empresas do sector das energias renováveis que, desta vez, os socialistas chumbaram