Depois de se ter reunido durante hora e meia com o Grupo Parlamentar do PS, partido do Governo, o primeiro-ministro prometeu um Orçamento de "continuidade" em 2018, face a 2016 e 2017, com "reposição" de rendimentos e redução do défice e da dívida pública, desdramatizando a pressão vinda dos partidos mais à esquerda que apoiam o executivo no Parlamento.

O próximo Orçamento será de continuidade face à linha que temos vindo a seguir com reposição dos rendimentos das famílias, criação de condições de investimento e redução sustentada do défice e da dívida pública".

Bloco de EsquerdaPCP querem passos mais acelerados em matéria orçamental no próximo ano, mas António Costa desdramatizou essa posição. Chegou mesmo essas reações do Bloco de Esquerda e do PCP como "muito positivas", cita a Lusa.

É o trabalho que temos estado a fazer em conjunto e que temos sempre feito, demonstrando que é possível fazer avanços na melhoria das condições de vida dos portugueses e da economia do país".

A linha a seguir é de "avanços sustentados na melhoria das condições de vida, consolidando simultaneamente as finanças públicas". "É esse o caminho que temos feito em conjunto", insistiu, falando de forma genérica, sem se comprometer com medidas específicas.

Mesmo sobre os novos escalões de IRS (falta saber quantos), Costa recusou-se a entrar em detalhes. Só quis apontar que as medidas fundamentais do Orçamento para 2018 serão o descongelamento das carreiras da administração pública e o aumento da progressividade do IRS.

Mas não vale a pena estarmos a falar de medidas isoladas, porque as medidas só valem no seu conjunto - e só teremos as medidas todas no seu conjunto quando as negociações estiverem todas concluídas. No dia 13 de outubro, quando o Orçamento for entregue na Assembleia da República, então, seguramente, haverá a tradicional conferência de imprensa no Salão Nobre do Ministério das Finanças".

Neste contexto, António Costa reforçou que as medidas do Orçamento "não serão fechadas individualmente", porque a proposta orçamental "é um todo e cada uma delas influencia as demais".

"Quando for possível juntar as diferenças peças que compõem o Orçamento, então poderemos estabelecer qual foi o ponto ótimo de satisfação das diferentes pretensões. Pretensões que têm de simultaneamente satisfazer a continuação da melhoria das nossas finanças públicas, a contribuição sustentada para a redução da dívida, a melhoria das condições de investimento, a continuidade de uma política económica de crescimento e de criação de emprego e, também, a reposição do rendimento das famílias", concluiu.