A CGTP defende que é preciso melhorar a proposta de Orçamento do Estado para 2017, nomeadamente descongelando as remunerações do setor público. Vai, por isso, apresentar propostas aos partidos de esquerda.

"A proposta de OE para 2017 deve ser melhorada na discussão na especialidade e, por isso, a CGTP vai pedir reuniões aos grupos parlamentares do PS, do PCP, do BE e do PEV, para lhes transmitir as nossas posições e propostas para melhorar o documento", disse à agência Lusa o secretário-geral da CGTP,  no final de uma reunião da comissão executiva da central.

Segundo Arménio Carlos, a proposta de OE deve evoluir de forma a permitir o descongelamento dos salários e das carreiras da Administração Pública e Setor Empresarial do Estado, assim como o reforço dos seus recursos humanos de modo a assegurar a melhoria dos serviços públicos.

A comissão executiva da Intersindical analisou a proposta de Orçamento do Estado para 2017 e considerou que o documento do Governo "prossegue, ainda que com limitações, a reposição de rendimentos dos trabalhadores e pensionistas".

A CGTP salienta "a atualização, embora insuficiente, das pensões, o reforço da proteção social a crianças até aos 36 meses, ou a gratuitidade dos manuais escolares a todos os alunos do 1º ciclo".

A Inter refere também a atualização extraordinária das pensões em agosto, que abrangerá 1,7 milhões de reformados, e a melhoria das regras de revisão das pensões estabelecidas em 2006, que beneficiará 2,6 milhões de pensionistas com um aumento.

No entanto, quer o aumento extraordinário, que acontece depois de anos sem quaisquer atualizações, quer o descongelamento do IAS, são manifestamente escassos face à perda de poder de compra acumulada".

A Inter lamenta que a eliminação da sobretaxa no IRS vá ser feita de forma faseada e que não sejam introduzidos mais escalões de IRS.