Um dia após ser conhecida a instrução da Direção-Geral do Orçamento aos serviços, que vai acarretar o congelamento de salários na Função Pública em 2017, a CGTP surge a contestar a ideia. Em comunicado, a central opõe-se a todas as medidas que determinem o congelamento de salários ou de carreiras profissionais.

A eventual introdução de uma medida desta natureza no OE2017 é inaceitável", salienta o comunicado a central, que alerta para a consequência da redução do "poder de compra dos salários face à inflação".

Para a CGTP, o previsível congelamento de salários na administração pública pode acarretar situações de aproveitamento por parte do patronato privado.

Dá pretexto ao setor privado para seguir a estratégia de bloqueamento da negociação coletiva e de condicionamento do aumento dos salários”, considera a central sindical, em comunicado.

A posição da CGTP surge um dia após a Direção-Geral do Orçamento ter dado instruções aos serviços para calcularem os salários de 2017, "com base nos vencimentos estimados para dezembro de 2016", de forma a poder ser inscrita uma verba no OE2017.