A economia portuguesa vai afinal crescer menos em 2016 e o Governo acabou por ceder a Bruxelas na meta do défice. 

A proposta de Orçamento do Estado prevê crescimento inferior aos 2,1% estimados no esboço de plano orçamental para 2016 apresentado há duas semanas. O Governo estima agora uma expansão de 1,8% da economia portuguesa. 

Tanto a Comissão Europeia como o Fundo Monetário Internacional têm projeções orçamentais para Portugal mais pessimistas: Bruxelas espera um défice de 3,4% este ano e o FMI aponta para 3,2%.

As previsões económicas de inverno da Comissão, reveladas ainda ontem, estimam um crescimento mais baixo, de 1,6%. O FMI espera uma expansão ainda menor, de 1,4%. Ambas as estimativas são inferiores àquelas que o Governo inscreve na proposta final de OE2016. 

Já no caso do défice, a equipa de António Costa cedeu a Bruxelas, prevendo não uma redução para 2,6%, mas um esforço maior, de modo a chegar aos 2,2% este ano.

O esboço do OE2016 previa uma descida até aos 2,6% este ano, já menos do que aquilo que constava no programa de Governo. Agora, na proposta final de OE2016, a equipa de António Costa cede a Bruxelas, prometendo um défice de 2,2% do Produto Interno Bruto.