O presidente da Energias de Portugal (EDP), António Mexia, disse que já contava com a manutenção da contribuição extraordinária do setor energético contemplada na proposta do Orçamento do Estado para 2015, sublinhando apenas que a mesma deve ser temporária.

«Já havia sinais de que a sobretaxa se ia manter para o próximo ano. Há meses que estávamos à espera que tal acontecesse, portanto, não há nada de novo», afirmou o gestor à agência Lusa.

Ainda assim, Mexia salientou que «todas as medidas excecionais devem ter um caráter temporário» e que «o que é temporário, deve ser temporário».

O presidente da EDP acrescentou ainda que, na sua opinião, a medida devia ser «não discriminatória».

Quanto ao impacto desta contribuição extraordinária estimado para 2015, o responsável frisou que o mesmo deverá ser semelhante ao da totalidade deste ano (na ordem dos 50 milhões de euros), já que como esta taxa incide sobre o valor dos ativos das empresas do setor energético, não devem haver grandes variações.

Nas contas relativas aos primeiros nove meses do ano, hoje apresentadas pela EDP, é possível verificar que a EDP pagou 46 milhões de euros no âmbito desta contribuição extraordinária, naquele que foi o primeiro ano da sua implementação após o Governo ter avançado com a medida no Orçamento do Estado de 2014.

O resultado líquido da EDP ascendeu a 786 milhões de euros entre janeiro e setembro, um recuo homólogo de 1% face ao lucro de 792 milhões de euros apurado em igual período de 2013.