A ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, considera que é prematuro especular sobre a venda do Novo Banco, acrescentando que o processo está a decorrer conforme o previsto, e no calendário estipulado.

«É prematuro e provavelmente contraproducente fazer especulações sobre valores de venda ou potenciais impactos», sublinhou a responsável, respondendo a questões dos jornalistas no final da conferência de imprensa que serviu para apresentar as principais medidas que constam da proposta do Orçamento do Estado para 2015.

O Governo decidiu, aliás, aumentar a contribuição sobre o setor bancário, esperando encaixar mais 31 milhões de euros, que reverterão para o Fundo de Resolução. Saiba mais aqui. «É um reforço da contribuição», explicou a governante, acrescentando que esse dinheiro não tem nada que ver com o empréstimo do Estado ao Fundo para recapitalizar o Novo Banco. «O empréstimo que o Estado fez tem maturidade de dois anos, não se vende em 2015. É prematuro especular», defendeu.

Para a ministra, a preocupação passa por assegurar a estabilidade financeira e que o impacto no resto do sistema é minimizado. «Ambiente de competição, e que ganhe a melhor proposta, porque temos um conjunto de objetivos mais abrangentes do que meramente o valor do encaixe, que é também um objetivo importante», sumarizou.

Relativamente ao impacto do Banco Espírito Santo no crescimento, a ministra respondeu: «Em economia podemos estudar tudo, mas definir os pressupostos para estimar esse impacto seria uma tarefa bastante complexa e certamente muito sujeita a críticas. É interessante como exercício académico, mas como exercício político é não só difícil como tem efeitos indesejáveis».