O secretário-geral da UGT, Carlos Silva, diz que as medidas contidas na proposta de Orçamento do Estado para 2014 «permitem vislumbrar no horizonte próximo um grande clima de conflitualidade».

Citado pela Lusa, o dirigente da central sindical afirmou esta terça-feira que «o Governo procurou» essa conflitualidade, «porque não acautela os direitos das pessoas, quer reduzir salários, quer retirar pensões, quer esmagar os direitos adquiridos, quer estoirar com a negociação coletiva».

«O Governo também é um patrão, mas é um mau patrão, mau pagador, irresponsável e que tem um conjunto de medidas programadas para o próximo ano através do Orçamento do Estado que nos deixam muito intranquilos e que permitem vislumbrar no horizonte próximo um grande clima de conflitualidade», sustentou.

Na opinião do responsável da UGT, o Orçamento não deve ser aprovado no Parlamento sem alterações que garantam a manutenção da estabilidade social.

«Tudo faremos, naturalmente, para combater e rejeitar as políticas de destruição do tecido produtivo e sobretudo da expectativa dos trabalhadores e das trabalhadoras do nosso país, dos reformados e dos pensionistas», argumentou.