O secretário-geral da CGTP disse esta quinta-feira que o «tempo» do Presidente da República para pedir a fiscalização do Orçamento do Estado «já passou», centrando-se aquela intersindical nos agrupamentos parlamentares para suscitar a verificação da constitucionalidade do documento.

«O senhor Presidente da República passou o seu tempo, deixou passar o seu tempo propositadamente, fez uma opção. Optou pela sua cor partidária contra a cor nacional, e nós vamos à Assembleia da República reclamar que as cores nacionais sejam respeitadas e que seja solicitada a fiscalização sucessiva de um conjunto de normas do Orçamento do Estado»,

afirmou Arménio Carlos.

O líder da CGTP tinha já anunciado, durante a manhã, que a intersindical avançaria com pedidos de reunião «urgente» aos vários agrupamentos parlamentares, para solicitar aos deputados um pedido de fiscalização sucessiva de normas do Orçamento do Estado para 2014 (OE2014), depois de Cavaco Silva não ter dito que o iria fazer, na mensagem de Ano Novo.

Já a UGT anunciou que vai pedir audiências ao Presidente da República, ao provedor de Justiça e aos grupos parlamentares, igualmente para exigir a fiscalização sucessiva do OE2014.

Ao final do dia, ao terminar várias reuniões nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, Arménio Carlos insistiu que Cavaco Silva «deixou passar o tempo» em que poderia intervir neste processo.

«Lamentavelmente, infelizmente, não soube utilizar os instrumentos que só ele tem para poder solicitar a fiscalização», disse o líder da CGTP.