A ministra das Finanças não quis reagir às novas previsões da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico, mas diz que o país não pode tornar-se "complacente" e tem de continuar a controlar as contas públicas.

"O risco que corremos é o de ficarmos complacentes, isso é claramente um risco. É muito tentador quer dar apenas boas notícias. Mas é importante manter uma âncora firme, para não perdermos aquilo que já conquistámos."


Maria luís Albuquerque deixou esta mensagem em Paris, numa conferência organizada pela própria OCDE.

De acordo com o ' Economic Outlook', publicado esta quarta-feira, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) reviu em alta as previsões para Portugal, esperando que a economia cresça 1,6% em 2015 (contra os 1,3% estimados em novembro) e 1,8% em 2016 (acima dos 1,5% anteriormente previstos). 

A governante deixou ainda uma mensagem para a Grécia, que continua sem saber se conseguirá pagar o próximo reembolso ao Fundo Monetário internacional, que vence sexta-feira.

“Temos de encontrar uma solução que seja aceitável para as duas partes, sabendo que isso significa talvez atravessar algumas linhas vermelhas”.
 

 O país continua à espera de uma tranche de ajuda financeira superior a sete mil milhões de euros.