A taxa de execução do QREN atingiu os 72,6% a 31 de dezembro, mas deve aproximar-se dos 75% depois de fechadas as contas de 2013 relativas ao Fundo Social Europeu (FSE), segundo dados do Observatório do QREN.

Esta taxa de execução, que representa a diferença entre a despesa efetivamente realizada e a despesa programada, corresponde a um total de pagamentos de 15,7 mil milhões de euros aos beneficiários do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional).

Cerca de metade (48%) da despesa validada foi absorvida pela agenda do Potencial Humano, destacando-se as infraestruturas da rede escolar e os programas de qualificação inicial e aprendizagem ao longo da vida.

A Valorização do Território representou 28% da despesa, mobilizada para acessibilidades e mobilidade, proteção e valorização do ambiente e política de cidades.

As empresas foram as que menos beneficiaram dos recursos do QREN, com a agenda Factores de Competitividade a congregar 26% do total da despesa, gasta sobretudo em projetos de inovação e renovação do modelo empresarial.

A região Norte mobilizou 41% dos fundos, o Centro 27% e o Alentejo 13%.

Os programas operacionais ultrapassaram as metas de execução impostas pela Comissão Europeia, pelo que não terão de ser devolvidas verbas, acrescenta o Observatório.