Em Portugal, 46% dos consumidores pensam aumentar as poupanças nos próximos meses.
 
Segundo o Observador Cetelem, os portugueses são mesmo os europeus que mais aumentaram essa intenção face a 2014, seguidos pelos consumidores britânicos. O estudo revela ainda que as intenções de gastos também aumentaram: 35% dos portugueses admitem aumentar as suas despesas, mais do que no ano passado (29%).
 
De uma forma geral, as intenções de poupança estão em queda ou ao mesmo nível pelo segundo ano consecutivo em todos os países europeus. Portugal e o Reino Unido, onde os consumidores tencionam poupar mais este ano, são as únicas exceções à regra. Em média, 35% dos europeus dizem que pretendem aumentar as poupanças nos próximos doze meses, uma proporção ligeiramente inferior em comparação com 2014 (33%).
 
O estudo revela também que o aumento nos gastos supera as intenções de poupanças na generalidade dos países analisados. Uma vez mais, Portugal foge à regra: são mais os consumidores que tencionam aumentar as poupanças (46%) do que aqueles que pensam aumentar as despesas (35%).
 
Para as análises e previsões deste estudo foram inquiridos 8.719 europeus (pelo menos 500 indivíduos por país, com idade superior a 18 anos) através da Internet, em 12 países: Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Itália, Portugal, Reino Unido, Hungria, Polónia, República Checa, Eslováquia e Roménia.

Os inquéritos foram realizados pelo Observador Cetelem, em parceria com a sociedade de estudos e consultoria BIPE, com base num inquérito barométrico conduzido pela TNS Sofres.