O Novo Banco concluiu a operação de recompra de dívida que vai permitir ter uma almofada financeira de 500 milhões de euros. Esta era uma das condições de venda do banco ao fundo norte-americano Lone Star.

Concluída esta operação, fica apenas a faltar a autorização formal de Bruxelas para que o negócio seja concluído.

Ao dar por finalizada a operação de recompra de obrigações, o banco renunciou ao requisito mínimo de 75% do valor nominal da oferta.

Em comunicado, o Novo Banco afirma que "vai proceder à compra e reembolso antecipado de 4.743 milhões de euros de obrigações, representando 57% do valor nominal das obrigações objeto da oferta, pelo montante global de 1.988 milhões de euros nos termos da oferta de aquisição e de solicitação de consentimento concluído a 2 de outubro".

[Esta transação vai] permitir o cumprimento dos objetivos de aumento de capital próprio (Core Tier 1) e ganhos equivalentes, incluindo poupança de juros, num valor acima de 500 milhões de euros".

Foi a 25 de julho que o Novo Banco lançou uma oferta de recompra de dívida própria, precisamente para alcançar esse valor. Em causa, estiveram 36 séries de emissões de dívida sénior abrangidas pela oferta (com maturidades entre 2019 e 2052) em que foi proposto aos detentores dos títulos a sua recompra, pagando já dinheiro por esses títulos para evitar que cheguem à maturidade, com o respetivo pagamento de juros e capital.

Os títulos em causa foram emitidos pelo Novo Banco (através das sucursais de Londres e do Luxemburgo) e pelo NB Finance (originalmente emitidos pelo BES Finance).

Esta notícia segue-se a outra, de ontem, que ajuda a marcar passo à venda do Novo Banco: o Governo aprovou um acordo-quadro com o Fundo de Resolução que garante "a satisfação de eventuais compromissos decorrentes da operação de venda".