Portugal colocou hoje 1.500 milhões de euros em dívida de longo prazo a seis e a 30 anos, na segunda operação sindicada do ano, divulgou a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública.

Foram colocados 1.000 milhões de euros na emissão com maturidade até outubro de 2022 e 500 milhões de euros no prazo até fevereiro de 2045.

Esta foi a segunda operação sindicada deste ano, depois de em janeiro o Estado português ter emitido 4.000 milhões de euros a 10 anos, e contou com a participação dos bancos Barclays, Citi, Crédit Agricole CIB, J.P. Morgan, Nomura e Novo Banco, recorda a Lusa.

Os dados disponibilizados pelo agência que gere a dívida pública indicam que a colocação das obrigações do Tesouro com maturidade de outubro de 2022 foi feita a 242 pontos base acima da média das taxas de juro de mercado (taxa ‘mid swap’), que serve de referência, e que na maturidade de 2045 os títulos foram colocados 324 pontos base acima da taxa 'mid swap'.

Tanto nas emissões a seis como a 30 ano as entidades que ficaram com as obrigações foram sobretudo bancos e gestoras de ativos, situando-se em terceiro lugar os fundos de pensões. Os bancos centrais ficaram com 5% do total das obrigações a seis anos e 3% a 30 anos.

Segundo o IGCP, a procura destes títulos de dívida superou a oferta, tendo havido uma procura de 2,5 mil milhões de euros para o prazo a seis anos e de 1,3 mil milhões a 30 anos.