O ministro da Educação sublinhou hoje no parlamento que o Orçamento do Estado para 2014 é «o último» desenhado no quadro do programa de assistência financeira, afirmando que a redução da despesa é feita sobretudo pelo ajustamento salarial.

Durante o debate da proposta de orçamento para 2014, Nuno Crato assumiu uma redução de 568 milhões de euros face à estimativa de execução de 2013, indicando que a contenção é feita sobretudo por via do ajustamento salarial, cerca de 325 milhões de euros.

A redução da despesa consolidada cifra-se em 6,7 por cento, referiu.

O ministro frisou que o Ministério da Educação e Ciência representa cerca de 50 por cento do total de postos de trabalho da Administração Pública e 63 por cento da massa salarial.

O final da primeira intervenção de Nuno Crato ficou marcada por um breve episódio nas galerias, em que um grupo de cidadãos exibiu notas de 20 euros, o valor que os professores terão de pagar para fazer a prova de acesso à profissão, já prevista na legislação há vários anos, mas que este Governo tenciona agora regulamentar.