O índice de referência da bolsa de Lisboa, o PSI20, recuou hoje 0,65% para 4.825,88 pontos, numa sessão em que o BCP voltou a cair e perdeu 8,24% para 0,023 euros. O ganho de 15% da instituição liderada por Nuno Amado, na sessão de ontem, parece fogo de vista, já que continua a pairar muita incerteza sobre o setor. Mesmo assim os analistas, citados pela Reuters, falam de “correção técnica” e reação “às quedas dos pares europeus” para justificar a perda desta quarta-feira.

Das 18 cotadas que integram o PSI20, 12 encerraram em terreno negativo e seis avançaram, com a Galp a liderar as subidas e a ganhar 1,09% para 12,040 euros. De resto, a energética conseguiu travar maiores perdas no índice também pelo peso que têm e graças à subida do barril de Brent em Londres.

Ainda na energia, só a EDP resistiu às quedas e ganhou 0,67% para 3,015 euros. À Reuters, os analistas disseram que “a venda de ums parcela de 73 milhões de euros de défice tarifário de 2015 pela EDP é positivo pois demonstra que está a securitizar ativos regulados mais rapidamente que o esperado, com operações que ajudam a reduzir a dívida da elétrica”. Um otimisto que pode ter beneficiado o título na sessão de hoje.

Os sinais negativos chegaram da Renováveis e da Ren com desvalorizações de 0,57% para 6,94 euros e 0,15% para 2,636 euros, respetivamente.

Nas comunicações só os CTT evitaram o vermelho e cresceram 0,06% para 8,05 euros no fecho.

A segunda maior perdedora da sessão foi mesmo a Pharol, com uma descida de 2,94% para 0,132 euros. Quem também não aguentou e caiu 1% para 6,33 euros foi a Nos. Ontem, o presidente executivo da operadora, Miguel Almeida, disse estar confiante que os contratos de direitos de transmissão de futebol com o Benfica e o Sporting respeitam as regras concorrenciais. O responsável mostrou-se, no entanto, disponível a alterações caso a Autoridade da Concorrência assim o exija. 

Segundo uma nota citada pela Reuters, o JP Morgan disse, na semana passada que, se a Autoridade da Concorrência exigir uma drástica redução do prazo dos contratos, o risco de inflação do preço dos direitos pode subir 70% da última ronda.