
O novo CEO do BCP, Nuno Amado, admitiu esta segunda-feira que o ano de 2012 «não vai ser muito favorável». Por isso,«é necessário um reforço da estrutura de balanço e uma melhoria do binómio crédito versus depósitos», sem esquecer «o contributo das operações internacionais».
Na conferência de imprensa de apresentação dos resultados do primeiro trimestre do ano, Amado assegurou que o foco do banco tem de estar voltado «para o reforço da estrutura de balanço e uma gestão da carteira de crédito adequada, dando prioridade aos setores mais relevantes da economia».
De acordo com o banqueiro, «o reforço do contributo das operações internacionais» também não pode ser esquecido, tal como o «reforço da franquia de clientes», até porque a este nível o BCP «tem caminho para andar», com especial relevo, em Portugal.
Nuno Amado adiantou que o banco tem necessidades de capital de 2,5 mil milhões de euros não estando definida, para já, a dimensão do aumento de capital.
Nuno Amado disse, ainda, que o banco detém 4,5 mil milhões em dívida pública.
O BCP fechou o primeiro trimestre com uma queda de 55% dos lucros, para 40,8 milhões de euros, um valor que, mesmo assim, ficou acima das expectativas.