Houve, até agora, progressos encorajadores na redução do crédito malparado na União Europeia, incluindo em Portugal. É o que considera Bruxelas mas, ainda assim, entende também que é preciso fazer mais. Daí que o vice-presidente da Comissão Europeia responsável pelo Euro prometa apresentar propostas, em março, sobre esta matéria.

Enfatizámos que a nível da união bancária temos que atuar, simultaneamente, a nível de partilha de riscos e redução de riscos. Uma parte importante da redução de riscos na união bancária é reduzir os níveis de NPL (sigla em inglês de non-performing loans, os empréstimos malparados)".

No final do Conselho de ministros das Finanças da União Europeia (Ecofin), o primeiro sob presidência búlgara, Valdis Dombrovskis disse aos jornalistas que o relatório apresentado hoje "mostra que nos últimos três anos a proporção de NPL na União foi reduzido em um terço na União, o que corresponde a cerca de 300 mil milhões de euros em reduções, e em 2017 a rácio ficou em 2,6%”.

Houve progressos encorajadores em vários países com elevados níveis de NPL, como Itália, Espanha, Portugal, Eslovénia e outros”

Recentemente, também o comissário europeu para os Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, defendeu que um dos desafios a superar na economia portuguesa é em relação ao crédito malparado, embora considere também que o país tido um "desempenho impressionante" na sua economia.

No terceiro trimestre de 2017, entre julho e setembro, o malparado caiu 2,3 mil milhões de euros face a junho e 10,5 mil milhões de euros face esse mês, mas comparando com 2016.

Há poucos dias, e de acordo informação avançada pela Comissão Europeia, os seis maiores bancos com empréstimos problemáticos no balanço em Portugal querem reduzir o crédito malparado para 10% da carteira até 2021.  Trata-se de chegar a menos de metade do nível registado em 2016. Embora esse documento não nomeie quais são, pelo Caixa Geral de Depósitos, BCP, Novo Banco e Montepio têm problemas a este nível para resolver. 

O Conselho de ministros das Finanças da União Europeia abordou hoje o aprofundamento da União Económica e Monetária (UEM), tendo sido possível verificar “um sentimento partilhado sobre as prioridades imediatas”, de como completar a união bancária.