cancelamento da venda

 

“Uma das hipóteses não é só aumentar o capital, mas também diminuir o ativo do banco. Se o banco for mais pequeno, as necessidades de capital também são mais pequenas. E portanto se o banco vender ativos, é mais fácil tapar os buracos que faltam para cumprir os rácios que são impostos pelo Banco Central Europeu. E portanto um banco mais pequeno é também mais barato e mais fácil de vender, ainda por cima se for em parcelas”, afirmou.

Paulo Almoster sublinhou que o Banco de Portugal pediu ao Novo Banco para estabelecer um plano de reestruturação estratégica, de modelo de negócio, mas também um plano de gestão de capital, porque há também a necessidade de ajustar o capital do banco aos testes de stress que vão ser feitos.

 

“Portanto, o Banco de Portugal teve que se ajustar à realidade, percebeu que era impossível vender nas condições em que queria vender, 100% e ao preço mínimo que exigia (…)”, referiu.

Quanto ao tempo que a venda do Novo Banco vai demorar a ser concretizada, Paulo Almoster tem uma certeza: o calendário inicial que dizia que o Fundo de Resolução, que tomou conta do banco no dia 3 de agosto de 2014, teria dois anos para se desfazer do banco, ou seja início de agosto do próximo ano, esse prazo pode ser claramente ultrapassado.

 

“Aí terá que haver um a iniciativa por parte do Governo que tem que negociar com a Comissão Europeia a extensão desse prazo. Eu acho que é isso que vai acontecer. Parece-me que é muito curto acreditar que, daqui ao início de agosto, se vai conseguir vender um banco e ainda por cima com essas dúvidas todas sobre os milhões de euros que vão ficar em falta”, concluiu.