O presidente do conselho de administração do Novo Banco, Stock da Cunha, defendeu esta quarta-feira que Portugal deve manter a trajetória de "consolidação das finanças públicas" e de "melhoria da posição externa".

"Na nossa opinião, Portugal vai ter que continuar a garantir junto dos mercados internacionais que honra os seus compromissos, que é uma pessoa de bem, e que a trajetória que temos vindo a ter de consolidação de finanças públicas e de melhoria da nossa posição externa se mantém e não é interrompida", afirmou, citado pela Lusa.


Eduardo Stock da Cunha falava aos jornalistas após ser recebido pelo Presidente da República, Anibal Cavaco Silva, no Palácio de Belém.

Questionado sobre os efeitos de uma eventual demora na resolução da atual situação política na venda do Novo Banco, Stock da Cunha afirmou "aceitar e respeitar" as opções que o Presidente da República tem.

"O Presidente da República sabe bem os prazos que tem. Compete-nos aceitar e respeitar as opções que tem relativamente a essa matéria e assumir isso com a maior das tranquilidades", afirmou.


A audiência do presidente do conselho de administração do Novo Banco insere-se num conjunto de reuniões que o Presidente da República está a promover sobre a situação política.

A moção de rejeição do PS ao Programa do XX Governo Constitucional foi aprovada a 11 de novembro com 123 votos favoráveis de socialistas, BE, PCP, PEV e PAN, o que, de acordo com a Constituição, implica a demissão do XX Governo Constitucional, suportado por PSD e CDS-PP, e liderado por Pedro Passos Coelho.