A Bolsa de Lisboa ganhou 0,81% com grande destaque para a forte subida das ações do BPI, que dispararam 6,28%, para 1,016 euros.

Segundo diversos dealers, contactados pela agência Reuters, o BPI foi beneficiado por notícias com origem em Espanha e que dizem que o candidato chinês que perder a corrida para comprar o Novo Banco irá dirigir depois o seu interesse para adquirir os 44,1% que o espanhol Caixabank detém no BPI. Os grupos chineses Fosun e Anbang, bem como o fundo norte-americano Apollo, foram os três concorrentes que entregaram propostas vinculativas para a compra do Novo Banco. Diversas notícias dizem que o grupo segurador Anbag foi o escolhido pelo Banco de Portugal para negociar a compra do Novo Banco.

O jornal espanhol El Confidencial, citando fontes financeiras, referiu que "uma alternativa rápida seria que o perdedor do leilão (da venda Novo Banco) fosse o que abrisse negociações para adquirir a posição do Caixabank".

Diversos pesos-pesados fecharam também em alta e ajudaram a segurar o mercado nacional. Foi o caso do Millenium BCP, que valorizou 1,77%, para 0,0631 euros. O Millenium BCP detém mais de metade do Bank Millennium na Polónia, e o presidente polaco Andrzej Duda disse, em entrevista à Reuters, que os bancos devem assumir a responsabilidade pelos problemas massivos de proprietários com empréstimos em moeda estrangeira e que a questão não deve ser passada aos contribuintes. Duda faz referência ao eventual aumento da participação dos bancos polacos no custo da conversão de créditos imobiliários para zlotys, de francos suiços, que o Caixa BI estimou poder ter um impacto negativo de 600 ME no Bank Millennium.

Em Lisboa, 11 dos 18 títulos que fazem parte do PSI20 fecharam 'no verde'. A Jerónimo Martins ganhou 1,51%, para 13,805 euros, e fechou no valor mais alto desde janeiro de 2014. Os ganhos anuais da Jerónimo Martins já somam 65%. A EDP somou 0,96%, para 3,368 euros.

Notas negativas para a Sonae, que caiu 1,46%, para 1,216 euros e para a Pharol, que deslizou 2,53%, para 0,270 euros. A Pharol anunciou que o BCP passou a deter uma participação qualificada de 6,17% no seu capital, após a aquisição de 37.804.969 ações, ou seja, aproximadamente 4,22% do capital na sequência do direito de apropriação previsto em contrato de mútuo com penhores de ações e de outros valores. Segundo a imprensa, esta apropriação surge na sequência da execução de uma posição acionista da Ongoing.