O ex-presidente do BES, Ricardo Salgado, insistiu até deixar a liderança da entidade que a mesma não necessitava de recorrer à ajuda do Estado português, conforme consta da ata da última reunião do Conselho de Administração em que participou.

Ricardo Salgado referiu que, depois de analisar detalhadamente, em conjunto com Amílcar Morais Pires (ex-administrador financeiro) e Isabel Almeida (responsável pelo departamento financeiro, de mercados e estudos), «a situação e as perspetivas do banco», chegou à conclusão da «necessidade imperativa de adoção de medidas adicionais ao plano de contingência de liquidez em vigor no BES, as quais, na presente fase, apenas se» poderiam «consubstanciar em contribuições privadas, envolvendo parcerias estratégicas e/ou financeiras que não se» traduzissem «em apoio do Estado».

Estas declarações são reproduzidas na ata número 308 da reunião do Conselho de Administração do Banco Espírito Santo (BES), realizada a 13 de julho e assinada pelo secretário do banco, Fernando Quintais Lopes, a 04 de agosto, documento a que o semanário Sol teve acesso e que disponibilizou hoje na sua página na Internet.