Os bancos portugueses tiveram prejuízos acumulados de 463 milhões de euros no primeiro semestre. Com as exceções a serem os lucros do Santander Totta e do BPI.

O maior sinal negativo, entre janeiro e junho, foi do Novo Banco, que teve um prejuízo de 362,6 milhões de euros, acima dos 251,9 milhões negativos do período homólogo do ano passado. 

Apesar de ter sido criado como o 'banco bom' do BES, para ficar com os ativos e passivos considerados não problemáticos, o Novo Banco tem tido uma vida difícil e nos dois anos que já leva desde a sua criação, em agosto de 2014, os prejuízos totalizam mais de 1.800 milhões de euros.

Esta quarta-feira foi a vez de a Caixa Geral de Depósitos (CGD) revelar um prejuízo de 205,2 milhões de euros no primeiro semestre, que compara com o lucro de 47,1 milhões de euros do mesmo período de 2015, penalizado pela desvalorização da dívida pública que tem em carteira.

Ainda assim, o banco público fez questão de referir que "o resultado de exploração 'core' aumentou 19,1% para 159,6 milhões de euros, influenciado pelo bom comportamento da margem financeira estrita e dos custos operativos".

O terceiro banco a apresentar prejuízos foi o BCP, de 197,3 milhões de euros, depois dos lucros de 240 milhões de euros do período homólogo de 2015, num semestre em que o banco fez um reforço extraordinário de imparidades para crédito, superior a 600 milhões.

Sem fatores não recorrentes, diz o banco que teria tido um lucro de 56,2 milhões de euros entre janeiro e junho.

Quanto aos bancos que obtiveram lucros, o topo é ocupado pelo Santander Totta, com 196,2 milhões de euros, mais 89,5% do que entre janeiro e junho de 2015.

O banco que no final de dezembro ficou com parte dos ativos do Banif, no âmbito da resolução deste, disse já não ser possível identificar que parte do resultado veio das atividades com que ficou daquela instituição.

Por fim, o BPI registou um resultado líquido de 105,9 milhões de euros entre janeiro e junho, uma subida homóloga de 39,1% face ao apurado em igual período do ano passado, com a maior parte dos lucros a virem do Banco de Fomento Angola (79,1 milhões de euros), operação de que terá de sair devido às novas regras do Banco Central Europeu (BCE).