A agência de notação financeira Moody's enalteceu na segunda-feira os progressos registados nos países da «periferia» da zona euro, destacando no entanto que estes são insuficientes para um crescimento «sustentável» antes de 2017.

«Os países da periferia da zona euro alcançaram progressos para fazer face aos respetivos desequilíbrios internos e externos e às suas perdas de competitividade», destaca a agência num relatório entretanto divulgado e citado pela Lusa.

A Moody's salienta que este grupos de países, nomeadamente, a Grécia, Itália, Espanha, Chipre, Portugal e Irlanda, aplicaram, cada um à sua medida, políticas drásticas de austeridade para combater o seu endividamento num contexto de recessão económica.

Quatro deles - Grécia, Portugal, Irlanda e Chipre - recorreram à assistência financeira internacional do Fundo Monetário internacional (FMI) e da União Europeia (UE) para evitar o incumprimento das contas públicas.

No entanto, esses progressos, conseguidos principalmente através das exportações, «não constituem, por si mesmo, uma condição suficiente para iniciar um crescimento duradouro», destaca a Moody's, acrescentando que mantém por isso perspetivas negativas sobre a notação destes países.

A agência de notação financeira alerta ainda para a possibilidade de poder baixar a notação financeira destes países nos próximos meses em função da evolução da situação económica.

«A Moody's não prevê um regresso da periferia da zona euro aos níveis de crescimento verificados antes da crise até 2016-2017», destaca o relatório.

A agência de notação financeira atribuiu ainda a demora no regresso destes países a um caminho de crescimento à moeda única, que «impede» os Estados-membros de desvalorizarem a moeda para aumentar a competitividade.

A zona euro deu sinais de crescimento no segundo trimestre deste ano, após seis trimestres consecutivos de recessão, mas esta melhoria foi alcançada sobretudo pelo desempenho das economias da Alemanha e da França.