As agências de notação financeira Moody’s e DBRS reagiram de forma diferente ao resultado do referendo britânico sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia, que concluiu com a vitória da saída, o designado Brexit.

A primeira degradou a sua perspetiva sobre a qualidade creditícia do Reino Unido, de ‘estável’ para ‘negativa’, o que significa que o rating, que está em ‘Aa1’, pode vir a ser descido em breve.

Já a DBRS reafirmou o triplo A atribuído ao Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, reafirmando igualmente a perspetiva de ‘estável’ das notações atribuídas à credibilidade creditícia britânica.

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Os investidores tremeram durante todo o dia, com as bolsas a registarem desvalorizações impróprias para cardíacos, na sequência da vitória do Brexit no referendo britânico.

Em apenas uma sessão, Lisboa perdeu 3,4 mil milhões de euros, ao acusar uma derrapagem de 6,99% no fecho dos mercados, para 4.362,11 pontos. O PSI20 atingiu, esta sexta-feira, mínimos de 20 anos. Ou seja, nem quando Portugal pediu ajuda externa e a troika veio para Portugal tinha alcançado tão poucos pontos.

Curiosamente, Londres, capital britânica, foi a praça que menos desvalorizou. Este que é também um dos centros financeiros mais importantes do mundo acabou por cair 2,76%, mas os bancos assistiram a um verdadeiro terramoto: só o Lloyds mergulhou 21% e o Royal Bank of Scotland 18%.

Já Frankfurt recuou 6,8%, Paris 8,04%, Madrid 12,35% e Milão 12,48% (a maior queda de sempre).