A área empresarial de Loulé (AEL) vai ser transformada num mega condomínio para empresas, num projeto que deve estar concluído dentro de dois anos e está orçado em 1,1 milhões de euros.

As obras têm hoje início e, segundo informação da autarquia, pretendem tornar a zona mais apetecível e rentável para os empresários.

A Associação Empresarial da Região do Algarve (NERA) é parceira da Câmara de Loulé no projeto, responsabilizando-se por fomentar o espírito de comunidade empresarial e criar formações úteis às empresas.

O projeto foi concebido com a colaboração dos empresários já instalados na zona e que identificaram problemas como a falta de segurança e vigilância, sinalética deficiente, acessibilidade e transportes ou a falta de uma imagem única, explicou o vereador Aníbal Moreno.

As primeiras obras vão passar pela recuperação da estrada 396, que atravessa a AEL, o lançamento de um concurso para a criação de uma imagem única da estrutura e vários tipos de sinalética que facilite o acesso às empresas.

A AEL tem atualmente 120 empresas instaladas e ainda tem lotes à venda e áreas disponíveis para arrendamento.

Localizada no centro do Algarve, a poente da cidade de Loulé e com acessos ao nó da A22 e à EN 125, a AEL dista três quilómetros da estação ferroviária de Loulé e do terminal de mercadorias e a 20 quilómetros do Aeroporto de Faro.

«É completamente diferente termos 120 empresas a irem individualmente a uma feira internacional ou ir uma entidade que representa todas. É uma economia de escala incomparável», comentou o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, David Santos.

Convicto que esta é uma solução que poderá ser aplicada noutras áreas empresariais do Algarve, David Santos defendeu uma aposta na ligação entre as universidades e as empresas no sentido de criar valor acrescentado.

«Queremos essa mais-valia aqui porque não é só uma mais-valia em termos económicos. Tem também uma importância social, porque cria emprego e ajuda a combater a sazonalidade», afirmou.

A autarquia e a Associação Empresarial da Região do Algarve asseguram 30 por cento do orçamento, enquanto os restantes 70 por cento deverão advir de fundos comunitários.