O presidente executivo da Vodafone Portugal, Mário Vaz, garante que a empresa está a apostar no mercado português e que prova disso é o investimento de 500 milhões de euros que está previsto até 2016.

Em entrevista à Lusa em Estocolmo, onde foi receber o prémio FTTH Operator Award em nome do grupo Vodafone atribuído pelo Fiber To The Home (FTTH) Council Europe, pelos investimentos que a operadora tem vindo a desenvolver as redes de fibra em Portugal, Espanha e Itália, Mário Vaz classificou como «curioso» rumores que apontam que o grupo poderá um dia sair de Portugal.

A Vodafone Portugal tem «500 milhões de euros para os próximos dois anos, uma parte significativa, cerca de 200 milhões de euros, será aplicada em fibra ótica em Portugal», disse o gestor.

Este investimento será feito entre abril deste ano, quando começa o novo ano fiscal da Vodafone, e março de 2016.

«Uma parte significativa [deste investimento] é mais do que duplicar o nosso investimento normal, que já é muito significativo», já que «normalmente é acima dos 10% das nossas receitas», explicou.

A Vodafone «vai investir de forma significativa quer em rede de fibra, quer em novos serviços, quer na vertente móvel como na vertente fixa» em Portugal, acrescentou.

Por isso, é «curioso como esses rumores [de que o grupo pode sair do mercado português] aparecem se há mais que razões para não haver justificações para esse rumor», disse o presidente executivo da Vodafone Portugal, operadora que cumpre 22 anos de atividade em outubro.

«Percebo que o mercado português é muito dinâmico, que a consolidação é um tema quente no mercado, mas chegar à conclusão que a Vodafone vai sair do mercado é, claramente, excessivo», sublinhou.

Mário Vaz apontou ainda que em março, durante os dias 24, 25 e 26, Portugal vai ser palco, pela primeira vez, da reunião anual do board [administração] do grupo, o que inclui os presidentes do Conselho de Administração e Comissão Executiva e administradores.

A reunião em Portugal acontece porque os responsáveis do grupo consideram que aquilo que está a ser feito no mercado português merece ser visto de perto, refere.

Isso «é sinónimo de quanto estão ligados ao projeto em Portugal», salientou ainda Mário Vaz.

«Não há mais players [operadores] para consolidar em Portugal», disse à Lusa, quando questionado se já foram feitas todas as consolidações no setor das telecomunicações português.

Questionado sobre o facto da Vodafone ter passado para o terceiro lugar, depois da fusão da Zon com a Optimus, quando anteriormente era a número dois, o presidente executivo disse: «O terceiro e o quarto tiveram de se juntar para nos ultrapassar. Hoje somos o número três por uma questão matemática».