Os despedimentos anunciados esta terça-feira pela Vodafone Espanha são fruto "da reorganização que está a acontecer" naquele mercado, disse fonte oficial da Vodafone Portugal, que adianta que esta medida não afeta o mercado português.

A Vodafone Espanha e Vodafone Ono comunicaram hoje aos representantes dos trabalhadores um despedimento coletivo que pode abranger até um máximo de 1.300 trabalhadores.

O anúncio surge um ano depois da Vodafone ter concluído a compra da operadora Cable Ono por 7.200 milhões de euros e de ter reestruturado a cúpula da direção.

Questionada sobre se existe algum plano de redução de pessoal no mercado português, fonte oficial da Vodafone Portugal disse, citada pela Lusa que, que "o plano anunciado em Espanha é fruto não só da reorganização que está a acontecer, em virtude da integração de duas grandes empresas a operar no setor das telecomunicações - a Vodafone e a empresa por si adquirida, a ONO, como também do momento económico vivido em Espanha neste setor, a par do forte investimento realizado no desenvolvimento das Redes de Nova Geração".

Estas alterações "são, por isso, específicas da realidade espanhola, não se tratando de uma decisão transversal a todas as operações da Vodafone ou em particular a Portugal", disse.

A Vodafone Portugal, "apesar de naturalmente adaptar a sua estrutura à dimensão do negócio e à realidade do país, tem conseguido compensar a queda de receitas do setor e as consequências dai resultantes em termos de recursos humanos, com o desenvolvimento de serviços especializados prestados ao grupo Vodafone, nomeadamente nas áreas de Machine-to-Machine e ANOC (Atlantic Network Operation Centre), pelo que até tem sido possível fazer crescer ligeiramente o número global de colaboradores, em particular, os de elevada qualificação técnica", concluiu.