Os investimentos em imobiliário através do programa dos 'vistos gold' diminuíram em março 10 milhões de euros, face ao mês anterior, para 45 milhões de euros, revelou hoje a Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI).

Segundo a Lusa, a CPCI atribui esta queda às expectativas criadas junto dos investidores quanto às novas alterações legislativas ao programa, anunciadas em fevereiro pelo vice-primeiro-ministro, Paulo Portas.

A compra de imóveis caiu de 55 milhões de euros em fevereiro para 45 milhões de euros em março mas, somando as transferências de capital, a redução do total de investimentos captados abrandou, caindo de 62 milhões de euros em fevereiro para 54 milhões de euros em março, registando uma média mensal de 77 milhões de euros.

«Esta evolução menos positiva deve-se ao investimento imobiliário, que atinge 45 milhões de euros, menos 10 milhões do que no mês anterior, enquanto as transferências de capital, com nove milhões de euros investidos, crescem dois milhões, face ao mês de fevereiro», refere a confederação em comunicado hoje divulgado.


Por nacionalidades, e em termos de volume de investimento, os cidadãos chineses representaram 80% do total de investidores estrangeiros, seguindo-se o Brasil (4%), Rússia (3%), África do Sul (2%) e Líbano (2%).

O programa de atribuição de vistos prevê a emissão de autorizações de residência a estrangeiros, oriundos de fora do espaço Schengen, que invistam em Portugal por um período mínimo de cinco anos.

O Ministério da Administração Interna decidiu em novembro investigar a atribuição destes vistos, na sequência da Operação Labirinto, que desmantelou uma rede de corrupção, na qual, alegadamente, participaram representantes de organismos do Estado.