O presidente da Galp, Ferreira de Oliveira, considerou hoje que a venda da participação de 7% da Eni na petrolífera nacional conclui, «na sua essência», a reestruturação acionista da empresa iniciada há dois anos.

Hoje, a empresa portuguesa anunciou em comunicado divulgado na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) que a petrolífera italiana Eni vendeu 7% da participação que detém na Galp Energia por 702,4 milhões de euros.

«Ficou concluído, na sua essência, o processo de reestruturação acionista da empresa iniciado em março de 2012», disse o presidente executivo da Galp Energia numa nota à imprensa.

Para Ferreira de Oliveira, «a forma como decorreu esta operação, bem como a rapidez com que foi executada, mostram a clara confiança do mercado de capitais no projeto transformacional da Galp Energia».

O responsável defende que a colocação no mercado por parte da petrolífera italiana de 7,34% das ações da Galp Energia «é um momento de extrema importância na vida desta companhia e um fator de estabilidade na fase de crescimento que a empresa atravessa».

De acordo com a informação avançada, a Eni vendeu 58.051.000 ações, tendo cada uma sido adquirida por 12,10 euros, ou seja, cerca de 3% abaixo do valor a que a Galp Energia fechou a sessão da bolsa na quinta-feira.

O negócio foi dirigido em exclusivo a investidores institucionais qualificados, sendo que a liquidação da oferta acontecerá a 2 de abril.

Com esta venda, a Eni passa a deter uma participação de cerca de 9% na Galp Energia, sendo 1% sujeito a um direito de preferência da Amorim Energia.

A oferta de venda da Eni já tinha sido anunciada na quinta-feira, o que fez as ações da Galp Energia serem suspensas hoje de manhã pela CMVM.

Nos últimos meses, a Eni vendeu em bolsa 0,34% da Galp, em que também não foram exercidos direito de preferência pela Amorim Energia, principal acionista da Galp, com 38,34 por cento.

As ações da Galp seguem a cair 0,53% para 12,41 euros.