O Governo e o grupo francês Vinci concluíram esta terça-feira a operação de venda da ANA - Aeroportos de Portugal, com o pagamento final de 1.400 milhões de euros.

A operação mereceu ainda elogios do ministro da Economia, António Pires de Lima, que sublinhou a importância da aposta do grupo francês em Portugal, que mostra confiança na economia nacional.

Na cerimónia da assinatura do projeto de parceria estratégica entre o Estado Português e a gestora aeroportuária francesa, Pires de Lima classificou-o como «um sinal extraordinário de um investidor estrangeiro que acredita em Portugal e nos portugueses».

«Não é muito comum ver uma empresa investir 3.080 milhões de euros, quando Portugal ainda não terminou o seu processo de ajustamento económico e financeiro», sublinhou.

O ministro destacou a importância do negócio pelo «enorme valor envolvido e encaixe substancial» de 3.080 milhões de euros, assim como o projeto da Vinci para Portugal «ao situar em Lisboa um dos principais hubs que a empresa tem do ponto de vista aeroportuário».

«A transação do ponto de vista de privatização e de pagamento de concessão ficou totalmente concluída hoje», disse o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro.

No total, a privatização da ANA rendeu aos cofres do Estado 3.080 milhões de euros, tendo sido hoje recebidos os últimos 1.400 milhões de euros pelo Estado português que, segundo Sérgio Monteiro, servirão para «a consolidação orçamental e abater à dívida pública».

O secretário de Estado adiantou ainda que a ANA e a Vinci, como acionista, vão apresentar um plano estratégico a cada cinco anos, que promova a coesão social e territorial e o desenvolvimento dos aeroportos portugueses, sendo o primeiro entregue até 14 de dezembro deste ano.

O governante lembrou ainda que o contrato de concessão prevê um mecanismo de partilha de receita que não se esgota neste processo de privatização.

«Entre o ano 11 e o ano 50 é feita uma partilha entre 1% e 10% das receitas», o que permite que além dos 3.080 milhões de euros, o Estado encaixe mais 2.200 milhões de euros durante a vida do contrato.

«Muito importante é que o processo de parceria começa hoje, o Estado deixa a função de acionista, reforça a função de regulador e vamos verificar todos os compromissos assumidos pela Vinci», garantiu Sérgio Monteiro.

Durante a cerimónia, o presidente da Vinci Airports, Nicholas Notebaert, frisou que «o sucesso e o crescimento da TAP é particularmente importante para a ANA, tendo em conta os destinos partilhados», pelo que o grupo francês «vai querer desenvolver a sua relação com a TAP».