A infraestruturação do MinhoPark de Monção, um parque empresarial com 80 lotes que deverá criar 1.250 empregos, arranca em outubro, com 14 empresas a apresentarem propostas ao concurso internacional lançado por 13,9 milhões de euros.

Segundo anunciou hoje fonte do município de Monção, um dos promotores da obra, a fase de apresentação de propostas já terminou, tendo recebido 14 propostas. Segue-se a fase análise e a adjudicação da obra, em outubro, com o arranque dos primeiros trabalhos de infraestruturação.

O projeto MinhoPark - Parque Empresarial do Noroeste Peninsular prevê uma área total de 90 hectares entre as freguesias de Pinheiros, Troporiz, Mazedo e Lara, tendo como objetivo, segundo os promotores, captar «empresas industriais, projetos inovadoras e empresas em fase de modernização».

Trata-se do segundo maior investimento industrial de sempre no distrito de Viana do Castelo, correspondente a uma «nova geração» de parques industriais, «com capacidade para captar investimentos de todo o noroeste da Península Ibérica, numa lógica de atuação com elevada cooperação empresarial».

A Câmara Municipal de Monção detém 10% do capital da sociedade que vai gerir o empreendimento, cabendo a fatia restante à Associação Industrial do Minho (AIMinho), entidade que garante já existirem contactos por parte de «empresários portugueses e estrangeiros» interessados na instalação.

A primeira fase deste empreendimento vai chegar a uma área de 53 hectares, envolvendo um investimento global de 18 milhões de euros. Neste total inclui-se a obra de infraestruturação, lançada em maio a concurso público pela AIMinho e prevê a sua conclusão num prazo de um ano, depois de iniciados os trabalhos.

Nesta fase foram ainda investidos três milhões de euros na aquisição dos terrenos e mais de 820 mil euros em estudos, projetos e divulgação do empreendimento, o qual prevê gerar 1250 novos postos de trabalho em cinco anos.

O parque, explicam ainda os promotores, será gerido segundo um modelo de condomínio empresarial, «o que significa que a gestão de áreas como a segurança, o ambiente, a energia e as telecomunicações será efetuada de forma comum e central».

«Esta sinergia e articulação de necessidades relacionadas com a prática empresarial permitirá às empresas ali localizadas reduzir significativamente os gastos inerentes às suas atividades produtivas ou de serviços», sublinham os promotores.