O presidente do Conselho de Administração da Jerónimo Martins afirmou esta quinta-feira que o grupo vai «reintroduzir competitividade no leite em Portugal», onde considerou que há monopólio.

Pedro Soares dos Santos falava na conferência de imprensa de apresentação dos resultados da dona do Pingo Doce relativos ao ano passado.

«Há uma coisa que eu sei, vamos reintroduzir competitividade no leite em Portugal, coisa que não existia neste país, havia um monopólio», afirmou o presidente, citado pela Lusa.

Caso seja aprovado, o grupo passará a integrar na sua estrutura, através de uma sub-holding, um fornecedor de leite de marca própria.

Esta nova estrutura, disse, «tem de ser competitiva, tem de crescer, a gente não criou uma 'sub-holding' para uma fábrica de leite, a gente criou para uma nova área de negócios» que será desenvolvida.

Em dezembro do ano passado, o presidente da Jerónimo Martins Agroalimentar, António Serrano, tinha avançado à Lusa que o grupo previa investir 50 milhões de euros por ano no setor agroalimentar em Portugal, em áreas como os laticínios, produção de bovinos e aquacultura.

Questionado sobre as novas áreas, Pedro Soares dos Santos escusou-se fazer comentários, adiantando que se houver novidades a seu tempo serão divulgadas.

O grupo Jerónimo Martins assinou um acordo com a autarquia de Portalegre e a cooperativa Serraleite, prevendo investir 40 milhões de euros na construção de uma fábrica naquela cidade alentejana.

A assinatura destes protocolos, em dezembro último, visa a instalação, na zona industrial de Portalegre, de uma unidade fabril destinada à produção, transformação e comercialização de leite e produtos lácteos.

O investimento do grupo Jerónimo Martins em Portalegre, que pretende criar 40 empregos diretos, tem como objetivo desenvolver a transformação de leite, prevendo que a abertura da fábrica possa ocorrer no primeiro trimestre de 2017.