A companhia aérea de bandeira angolana TAAG vai ser gerida pela congénere Emirates ao abrigo de um acordo de parceria estratégica rubricado esta terça-feira no Dubai.

O acordo entre o Ministério dos Transportes de Angola e a administração da Emirates envolve um contrato de gestão de topo da TAAG pela companhia dos Emirados Árabes Unidos. A Emirates passará a nomear o Presidente do Conselho de Administração da TAAG e mais três administradores executivos, de um total de nove elementos.

«Nascerá uma nova TAAG, que se pretende alinhada com os padrões e o estado da arte a nível mundial», afirmou hoje o ministro dos Transportes angolano, Augusto da Silva Tomás, citado pela Lusa.

Angola vai indicar cinco dos elementos para a administração da transportadora aérea, mas de acordo com informação transmitida no final da assinatura do acordo, a gestão corrente da TAAG será assegurada por uma Comissão Executiva composta pelos administradores executivos nomeados pela Emirates para as áreas Comercial, Operacional, Financeira e Administrativa.

Uma 'aliança' que segundo o ministro angolano levará a TAAG «às melhores práticas, formação, know-how, tecnologia e experiência capaz de potenciar os gestores angolanos».

«Damos um passo decisivo rumo à transformação que se pretende a nível da governação e gestão da companhia», afirmou o ministro Augusto da Silva Tomás.

O acordo, segundo informação enviada à imprensa, visa fornecer à TAAG uma gestão profissional de nível internacional, libertando a empresa de problemas de eficiência e permitindo aumentar a oferta de destinos e melhorar o serviço e padrões de operacionalidade e segurança.

Será ainda possível reduzir custos de operação, através de economias de escala que resultem da aquisição de produtos e serviços na rede do grupo Emirates, assume a mesma nota, garantindo que estes objetivos serão alcançados sem prejuízo para os atuais trabalhadores da TAAG.

O novo aeroporto internacional de Luanda, em construção, e a afirmação da capital angolana como ponto central para captar ligações internacionais na região central africana são outros objetivos contemplados pelo acordo entre o Executivo angolano e a Emirates.