O presidente da TAP disse esta terça-feira que «não é fundamental» que a privatização da companhia aérea seja feita em 2014, porque a empresa tem um plano de negócios até 2016 «perfeitamente viável».

A privatização «não é fundamental no ano de 2014, a TAP tem todo o seu plano de negócios até 2016 perfeitamente viável. Agora, é bom que aconteça o quanto antes, mas obviamente quando for possível fazer», afirmou Fernando Pinto, durante um encontro com jornalistas, em Lisboa.

O presidente da TAP reiterou que a privatização deve avançar por causa da capitalização da companhia aérea.

«A empresa tem um custo por não ser capitalizada muito alto, ou seja, em vez de pagar rendimentos aos acionistas, acaba por pagar juros aos bancos, é capitalizada pelos bancos, embora tenha um bom acesso ao mercado em geral», justificou.

Questionado sobre uma data para o avanço do processo, respondeu que: «Até gostaria que acontecesse no início do ano, mas essa definição vem do Governo».

Fernando Pinto disse que a TAP tem sido contactada por interessados e tem enviado alguma informação, mas não avançou nomes.

Germán Efromovich, dono do grupo Synergy, foi, em 2012, o único candidato à compra da TAP, tendo apresentado uma proposta que foi rejeitada pelo Governo.

Já este ano, em outubro, o empresário esteve em Lisboa onde manteve reuniões nos ministérios das Finanças e da Economia.

A venda da TAP está suspensa desde então e, no Orçamento do Estado para 2014, o Governo afirma que «continuará a monitorizar as condições do mercado, por forma a relançar o processo de privatização da TAP logo que estejam reunidas as condições propícias para o seu sucesso».