A Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) liquidou, no primeiro semestre deste ano, um dos dois contratos swap com que havia iniciado o exercício, segundo o relatório e contas da empresa referente aos primeiros seis meses de 2013.

«No período em análise o grupo liquidou, por acordo entre as partes, um dos instrumentos de gestão do risco financeiro», revela a STCP no relatório. A única operação swap atualmente em vigor teve, no primeiro semestre, um fluxo financeiro negativo em 1,8 milhões de euros, «refletindo a manutenção em baixa no nível das taxas Euribor».

Os dois contratos swap com que iniciou o exercício de 2013 haviam sido contratados em 2007, para cobertura de 50% do valor nominal do empréstimo obrigacionista emitido nesse ano.

De acordo com a STCP, citada pela Lusa, a «variação positiva do justo valor» desses dois instrumentos de gestão do risco traduziu-se na passagem de perdas potenciais de 21,6 milhões de euros no primeiro semestre de 2012 para ganhos potenciais de 15,2 milhões de euros no mesmo período deste ano.

Uma variação que teve um impacto positivo nos resultados financeiros e líquidos consolidados da empresa, com os primeiros a melhorarem 116% até junho (de 31,8 milhões de euros negativos para 5,1 milhões de euros positivos) e os segundos a progredirem 103%, passando de um prejuízo de 36,3 milhões de euros para um lucro de 1,2 milhões.

No primeiro semestre, os resultados operacionais da STCP melhoraram 11,7%, mas ainda assim permaneceram negativos em 3,9 milhões de euros.

Excluídos os subsídios à exploração atribuídos pelo Estado, os resultados operacionais teriam sido negativos em nove milhões de euros.

No que se refere ao total de passageiros transportados, no 1.º semestre deste ano, face ao período homólogo de 2012, diminuiu 19%, para 41,2 milhões, enquanto as receitas caíram 12%, para 23,1 milhões de euros.

A 30 de junho, o efetivo total da STCP era de 1.244 trabalhadores (menos 3%), 69,5% dos quais era pessoal tripulante.

Os quilómetros da rede da STCP diminuíram 7%, para 485 quilómetros, e o total de paragens caiu na mesma percentagem, para 2.460.

Para o segundo semestre deste ano, a STCP diz perspetivar «a melhoria dos resultados operacionais e do EBITDA», na sequência da «eliminação de redundâncias nos serviços e aproveitamento de sinergias pela fusão com a Metro do Porto» e da «redução dos custos com pessoal pela adequação do quadro de pessoal às necessidades de uma empresa eficiente e da atualização dos acordos de empresa».

Também previsto está o «ajustamento da oferta pela descontinuação dos serviços para os quais existam alternativas de transporte mais eficiente», a «geração de receitas fora da atividade central da empresa», a «alienação de ativos não afetos à exploração» e a finalização das «peças concursais para o lançamento da subconcessão da operação da STCP».