A retalhista Sonae multiplicou por 10 o resultado líquido em 2013, que se fixou em 319 milhões de euros. Os analistas esperavam um grande aumento do resultado líquido devido a ganhos gerados pelo processo de fusão Zon-Optimus, o que se confirmou. A fusão implicou, assim, a alteração dos resultados de 2012 para valores 'pró-forma', nomeadamente para um lucro líquido de 33 milhões.

Operacionalmente, todos os segmentos da Sonae cresceram no ano passado.O EBITDA aumentou 14% para 378 milhões de euros, contra a estimativa de 375 milhões, e as vendas subiram 3,2% para 4.821 milhões de euros.

Em comunicado à reguladora de mercado, a Sonae explicou que a subida do lucro resultou da «evolução operacional positiva e dos resultados indiretos, que foram impactados pelos ganhos resultantes da fusão entre a Zon e a Optimus».

«Num ano cheio de desafios, tivemos de enfrentar um contexto de austeridade na Península Ibérica, com pressão sobre o rendimento das famílias e decréscimo do consumo privado, em particular no primeiro semestre do ano», afirmou o Chief Executive Officer (CEO), Paulo Azevedo.

Os resultados directos aumentaram 22 % para 175 milhões de euros, «demonstrando a forte melhoria operacional e uma consistente redução da dívida apesar do aumento da rubrica de impostos e da alteração do método de consolidação do negócio de telecomunicações».

A Sonae reduziu em 597 milhões a dívida líquida para 1.219 milhões de euros, «refletindo a desconsolidação da Optimus mas também devido a uma geração de fluxo de caixa sustentável ao longo dos últimos 12 meses». Foi o 17º trimestre consecutivo de redução da dívida, que representa 39% do capital investido no final de 2013.

Em termos de dividendo, o Conselho de Administração irá propor na próxima Assembleia Geral a distribuição de 0,0348 euros por ação, um dividendo que equivale a um 'payout ratio' de 46% do resultado direto.