Apenas 23 dos cerca de 200 trabalhadores da Parvalorem aos quais foi proposta a rescisão amigável aceitaram sair da empresa, disse à Lusa fonte da sociedade veículo que absorveu os ativos tóxicos do BPN.

«Até à data rescindiram amigavelmente 23 pessoas», disse à Lusa fonte oficial da empresa.

A proposta de rescisão foi feita aos mais de 200 funcionários da Parvalorem que moveram uma ação judicial contra a empresa, pedindo a reintegração no Banco BIC (que comprou o BPN). Se todos aceitassem, a empresa ficava com cerca de 100 funcionários, número que a gestão considera suficiente para o trabalho que a empresa tem a seu cargo.

A Lusa questionou a administração sobre se haverá um novo processo de rescisões voluntárias ou se pondera avançar para o despedimento coletivo, mas até agora ainda não obteve resposta.

Já fonte da Comissão de Trabalhadores disse que o facto de este processo ter terminado «não é impeditivo de um novo processo», desta vez provavelmente aberto a todos os trabalhadores da Parvalorem e não só aos que moveram a ação judicial, mas disse que ainda não foi possível reunir com a administração para saber mais pormenores.

Criada em 2010 para absorver os créditos tóxicos do BPN, a Parvalorem recebeu em janeiro de 2012 a titularidade dos contratos de trabalho de 700 funcionários do BPN, tendo atualmente cerca de 300, depois de os restantes terem sido absorvidos pelo BIC (que comprou o BPN em março de 2012 por 40 milhões de euros) e de terem existido ainda algumas rescisões.

Em julho, a ministra das Finanças disse no Parlamento que, assim que fosse feita a adjudicação a entidades externas da gestão e recuperação de créditos do ex-BPN, a empresa ia avançar com o processo de rescisão de mais de 200 trabalhadores da Parvalorem, o que já aconteceu.