A Siemens vai acabar com pelo menos 11.600 postos de trabalho na Europa, conseguindo assim cortar mil milhões de euros de custos. Segundo a Bloomberg, os cortes representam cerca de 3% da força laboral.

O anúncio foi feito pelo presidente da empresa, Joe Kaeser, e surge no âmbito do plano de reestruturação da empresa alemã apresentado a 7 de maio.

Do total de empregos afetados, certo é que 7.600 postos de trabalho vão desaparecer nesta reestruturação. Dos restantes, uma parte poderá transitar para novas funções dentro da empresa.

O corte dos postos de trabalho eram já receados pelo sindicato IG Metal, que na semana passada tinha alertado para o facto de, pelo menos, 10.000 empregos estarem em perigo.

Agora, se estes despedimentos se confirmarem, vão juntar-se aos 15.000 já planeados pelo seu antecessor na presidência da Siemens AG, Peter Löscher.

Desde que assumiu a presidência do grupo, Kaeser já tinha promovido uma revisão da estratégia do consórcio, afirmando que queria melhorar o plano de eficiência operacional, chamado "Visão 2020", depois de sucessivas falhas das metas do grupo, durante o mandato do seu antecessor.

O plano, que terá como objetivo a recuperação da confiança dos investidores, será apresentado na segunda-feira, prevendo-se uma poupança de mil milhões de euros anuais, a partir de 2016.

O anúncio do corte de postos de trabalho na Siemens em Munique pode desagradar aos sindicatos alemães e ocorre num momento em que a empresa está em plena batalha com a sua rival norte-americana General Electric Co. pela aquisição dos ativos energéticos da Alstom SA, o grupo francês que atua na área de infraestrutura de energia e transporte.

Joe Kaeser garantiu este mês ao Governo francês que iria manter os empregos por três anos se a empresa comprasse os ativos de energia da Alstom, mas entretanto a General Electric Co. ofereceu 17 mil milhões de dólares (12,4 mil milhões de euros, ao câmbio atual) e prometeu ao Governo francês a criação de 1.000 postos de trabalho no país.