A companhia aérea irlandesa de baixo custo Ryanair anunciou esta quarta-feira quatro novas rotas no Aeroporto do Porto, uma das quais doméstica, para Lisboa, com cinco voos semanais em cada sentido.

As restantes rotas são para Bruxelas (para o aeroporto principal de Zaventem, com 14 voos semanais), Limoges (quatro voos semanais) e Rennes (quatro voos semanais).

Em conferência de imprensa no Porto, o responsável de marketing e vendas da companhia em Portugal, Luís Fernández-Mellado, antecipou que a rota Porto/Lisboa/Porto (com um voo diário em cada sentido, ao início da manhã, aos dias úteis) deverá transportar 70 mil passageiros no primeiro ano de operação.

O voo para Bruxelas (para onde a Ryanair já voa, mas para um aeroporto secundário) arrancará a 27 de fevereiro, enquanto a operação para Lisboa começa a 02 de abril e para Rennes e Limoges a 01 e 02 de julho, respetivamente.

Estas duas últimas rotas apenas estarão ativas durante os meses de julho e agosto.

Com estas novas operações, a companhia aumenta para 40 o total de rotas a partir do Porto, responsáveis pelo transporte de 2,5 milhões de passageiros/ano.

Segundo Luís Fernández-Mellado, o crescimento da atividade da Ryanair em Portugal no último ano , onde opera atualmente 80 rotas nas três bases que possui nos aeroportos do Porto, Lisboa e Faro, transportando cinco milhões de passageiros/ano - é um «caso isolado» no contexto europeu.

«Este ano [fiscal, entre 01 de abril de 2013 e 31 de março de 2014] foi muito difícil para a Ryanair», admitiu, afirmando que o crescimento previsto de 5% no número de passageiros transportados será o menor desde que a companhia entrou em velocidade de cruzeiro.

Atribuindo os constrangimentos ao crescimento da atividade à falta de capacidade para transportar mais passageiros, a companhia encomendou recentemente 175 novos aviões (75 dos quais para renovação de frota e os restantes 100 para aumento de capacidade) que lhe permitirão crescer dos atuais 81,5 milhões para os 110 milhões de passageiros até 2019.

Para o conseguir, a Ryanair tem também vindo a apostar numa renovada estratégia destinada a melhorar a reputação da marca e a atrair novos clientes, mantendo como principal argumento o baixo preço das tarifas, mas acrescentando-lhe um melhor serviço, mais escolha e maior facilidade de utilização.

Neste âmbito, desde novembro que passou a ser possível embarcar com uma segunda bagagem de mão, tendo também sido reduzidos os custos do cartão de embarque e criada uma nova página e um melhor sistema de reservas.

De forma a «melhorar a experiência de viagem», passou também a ser possível marcar os lugares a bordo, estando a ser desenvolvidos produtos familiares e para negócios e em análise a possibilidade de aumentar os postos de venda da Ryanair.

Segundo o responsável de marketing e vendas da companhia em Portugal, esta nova estratégia e o reforço da frota permitirão à Ryanair assegurar «40% da capacidade adicional na Europa entre 2015 e 2019».