Rui Vilar será hoje eleito presidente do conselho de administração da REN para completar o mandato de Rui Cartaxo, que renunciou ao cargo em março após quatro anos a liderar a gestora das redes energéticas.

Na assembleia geral, os acionistas vão deliberar sobre a proposta de eleição de Emílio Rui Vilar para a presidência do conselho de administração para completar o mandato em curso (2012-2014), em substituição de Rui Cartaxo.

Para substituir Rui Vilar como vogal na comissão de auditoria, a Parpública, gestora das participações do Estado, indicou Aníbal Santos, atual administrador da REN, que, por sua vez, será substituído no cargo por Luís Amado da Silva, segundo as propostas enviadas à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O novo presidente da REN vai acompanhar a próxima fase de privatização da empresa, que deverá ocorrer no primeiro semestre deste ano, segundo adiantou à Lusa Rui Vilar.

O Estado ainda detém uma participação de 11%, dos quais 9,9% através da Parpública e 1,1% através da Caixa Geral de Depósitos.

Os chineses da State Grid (25% do capital) e os árabes da Oman Oil Company (15%) são os principais acionistas da REN, depois de terem adquirido 40% do capital da empresa, numa operação de privatização que gerou um encaixe para o Estado de 592,21 milhões de euros.

No dia 06 de março, a empresa confirmou que Rui Cartaxo renunciou ao cargo de presidente do conselho de administração e de presidente da comissão executiva da REN e que Rui Vilar foi o nome proposto por um grupo de acionistas, com a maioria do capital, para lhe suceder.

Na assembleia-geral de acionistas, vão ser também tomadas decisões sobre a autorização ao conselho de administração para aquisição e alienação de ações próprias pela REN e pelas sociedades participadas.

Além disso, os acionistas vão ainda deliberar sobre a autorização para aquisição e alienação de obrigações próprias e outros valores mobiliários próprios representativos de dívida, pela REN e pelas sociedades participadas.

Na agenda está ainda a aprovação das contas referentes a 2013 e a distribuição de um dividendo bruto por ação de 17 cêntimos.