O presidente da REN, Rui Cartaxo, mostrou-se hoje confiante de que a concretização do processo de privatização da empresa, através de dispersão em bolsa, será «um sucesso» e rejeitou que a sua saída da empresa prejudique a operação.

«Estou certo de que a operação [de privatização] vai ser um sucesso», afirmou Rui Cartaxo, na conferência de imprensa de apresentação dos resultados de 2013 da REN, em Lisboa.

A última fase de privatização da REN, com a venda dos 11% que o Estado detém na empresa, deverá ocorrer «provavelmente no final do primeiro semestre», disse Rui Cartaxo, acrescentando que «a Parpública já anunciou que vai ser uma operação de mercado».

«Estou muito otimista quanto ao sucesso da venda dos 11% pelo comportamento que a REN tem tido no mercado», afirmou Rui Cartaxo, referindo que a operação deverá beneficiar o nível de liquidez do título.

O presidente da REN, Rui Cartaxo, que anunciou no final da semana passada a sua renúncia ao cargo antes do fim do mandato, que terminava no final deste ano, rejeitou hoje que a sua saída prejudique a concretização da última fase do processo de privatização.

«Acho que [a minha saída] não vai prejudicar a operação de privatização», disse o gestor, em resposta aos jornalistas.

Como justificação, Rui Cartaxo disse que a REN é «bem conhecida do mercado», que este «tem confiança» no modelo de negócio da empresa e «naquilo que tem feito ao longo dos últimos anos».

O gestor acrescentou que a sua saída da REN, que reiterou ser uma «opção pessoal», acontece ao fim de sete anos e foi devidamente preparada, assegurando que sai «de bem com os acionistas».

A este propósito, Rui Cartaxo disse que a State Grid (que detém 25% do capital da REN) «fez um esforço» para demovê-lo da sua decisão de deixar a empresa.

O gestor voltou a elogiar Rui Vilar, o nome proposto pelos

acionistas com a maioria do capital da empresa como seu sucessor, afirmando ser «uma ótima solução».

O nome de Rui Vilar deverá ser aprovado para novo presidente da empresa na próxima assembleia geral da REN, marcada para 03 de abril.