O presidente do Conselho de Administração da Rádio e Televisão de Portugal (RTP), Alberto da Ponte, revelou que a operadora pública negociou rescisões amigáveis com 177 trabalhadores do total de 240 candidatos à saída da empresa.

Num entrevista conjunta à Antena 1 e ao Diário Económico, hoje divulgada, Alberto da Ponte falou na situação da empresa que tem em curso um Plano de Desenvolvimento e Redimensionamento (PDM) aprovado pelo Governo.

Nesta matéria, e segundo os excertos da entrevista enviados pela RTP à agência Lusa, o responsável diz ainda que o processo de negociação ainda não terminou devido à indefinição financeira da empresa.

«Ainda estão a ser negociadas as outras», indicou, justificando que o prolongamento do processo está relacionado com «toda esta indefinição sobre o financiamento da empresa» para 2014.

Comentou que este ano não estão em causa os salários ou os subsídios dos trabalhadores, porque «a execução orçamental tem sido feita com extremo rigor».

«Nós estamos a poupar cinco ou seis milhões de euros», precisou, acrescentando que sobre o próximo ano ainda estão a ser procuradas soluções com o Governo, acreditando que até 20 de setembro serão encontradas.

Alberto da Ponte disse ter «todos os indícios para pensar que isso vai ser conseguido» no sentido de garantir o futuro do operador público de rádio e televisão.

Relativamente à contratação da apresentadora Manuela Moura Guedes para o concurso «Quem Quer Ser Milionário», Alberto da Ponte disse que, quando uma produtora sugeriu o nome à direção de programas, fez as mesmas perguntas que «foram feitas em relação a José Sócrates», ex-primeiro-ministro e atualmente comentador político naquele operador.

O presidente da RTP disse que, quando a proposta lhe foi apresentada, as perguntas que fez foram: «Vai contra a estratégia da RTP?», «Onera com custos proibitivos para a empresa?», «A pessoa tem algum passado criminal ou processo pendente?, e todas as respostas foram negativas».

Finalmente, houve uma pergunta que tinha a ver com as audiências, e as direções de programas e de conteúdos disseram estar convencidas de que haveria uma subida.

«Devo dizer que partilho da opinião deles, e portanto não me repudiou aceitar, naquilo que me cabia aceitar, o nome de Manuela Moura Guedes», comentou, sobre a nova contratação.

Manuela Moura Guedes começou por apresentar programas de entretenimento na RTP e depois passou para a direção de informação, que continuaria depois na TVI, de onde veio a despedir-se depois da administração lhe ter cancelado o espaço informativo devido ao seu estilo polémico.