A Rioforte, holding do Grupo Espírito Santo, identificou necessidades de capital de cerca de 2 mil milhões de euros, poucas semanas antes de pedir a proteção de credores. Foi este o valor do aumento de capital que o acionista único autorizou a realizar no início de julho, que permitia ainda a abertura do capital a novos investidores, segundo o Jornal de Negócios.

Numa assembleia-geral extraordinária a 9 de julho, a Espírito Santo International, que controla a holding, aprovou uma proposta da administração para que o capital autorizado passe a ser de 3,3 mil milhões. Tendo em conta que o capital da Rioforte já subscrito é de 1,3 mil milhões, a administração ficou autorizada a realizar aumento de capital máximo de 2 mil milhões de euros.

É o dobro dos mil milhões que Ricardo Salgado chegou a afirmar publicamente como sendo as necessidades de capital da Rioforte.

A Rioforte não chegou a ter tempo: a 22 de julho entrou com um pedido de gestão controlada, no Luxemburgo. A partir dai, ficou impedida nde emitir acções ou quaisquer outros titulos representativos de capital.