O presidente da PSA Peugeot Citroën, Carlos Tavares, sublinhou esta quinta-feira que o «rigor, a disciplina e uma visão de destino comum são essenciais» para Portugal.

«Com a nossa agilidade, criatividade, engenhosidade, capacidade de trabalho e concentração temos alguma hipótese. Mas temos de nos movimentar mais rapidamente do que os outros», disse Carlos Tavares, num encontro com jornalistas.

Carlos Tavares sublinhou que no mundo atual «o caos é a norma», defendendo que «não se vai regressar ao período pré-crise», pois a situação caótica, característica do mundo global, é imposta.

«Pode-se não gostar. A questão da competitividade não nos é posta, é-nos imposta. A realidade é a realidade. Estamos num mundo aberto e global», disse.

Carlos Tavares disse ainda que deseja que o mercado automóvel europeu retome os níveis de 2006, atualmente mais baixos em dois milhões, mas estimou que isso não vai acontecer nos próximos cinco anos.

«Isso não será visível antes de 2018 ou 2019», antecipou.

Questionado sobre a indústria de componentes em Portugal, o gestor disse que a Península Ibérica «é uma zona razoavelmente competitiva» na Europa, mas «pouco em relação ao Norte de África».

«Há que encarar essa realidade, mas há obviamente oportunidades em Portugal e Espanha que se podem ir buscar», afirmou.

Para tal, Carlos Tavares adiantou estar a dar mais responsabilidade aos patrões das fábricas para que tenham iniciativa e capacidade para tomar decisões dentro da organização.