A REN ¿ Redes Energéticas Nacionais assinou esta terça-feira, em Lisboa, um contrato de financiamento com o Bank of China, no valor de 200 milhões de euros e com um prazo de cinco anos.

Na cerimónia de assinatura do contrato, o presidente da REN, Rui Cartaxo, disse que a empresa tem estado a reestruturar, renegociar e a prolongar a maturidade da sua dívida, acrescentando que, «com o apoio» do seu maior acionista, a chinesa State Grid, a empresa está a «diversificar» os seus canais de financiamento.

O acordo destina-se ao «financiamento geral da REN», afirmou Rui Cartaxo, em declarações aos jornalistas após a cerimónia, acrescentando tratar-se do «mais competitivo dos empréstimos» que a empresa fez até ao momento com bancos chineses, tendo «uma taxa de juro mais competitiva».

Rui Cartaxo disse que a REN já negociou com o China Development Bank duas parcelas de 400 milhões de euros: uma foi assinada e está a ser usada; a outra foi negociada, mas não foi assinada e destina-se ao financiamento de projetos.

Sobre esta segunda parcela de 400 milhões de euros poderá haver novidades este ano.

O presidente da REN afirmou que cerca de «20% a 30% da dívida contratada» da REN é com bancos chineses, percentagens que baixam para entre 10% e 20% se for contabilizado o montante de dívida efetivamente utilizado.

Esta diferença de percentagens explica-se pelo facto de «os montantes [de dívida] contratados serem muito superiores aos utilizados», justificou Rui Cartaxo.

O gestor disse ainda que, do acordo assinado com o China Development Bank para um financiamento de até mil milhões de euros, a REN não está a negociar 200 milhões de euros que ainda poderia negociar, porque «não precisa».

«Felizmente, não precisamos», afirmou Rui Cartaxo, salientando que «a REN neste momento tem uma situação muito confortável em termos de liquidez».

Rui Cartaxo vai deixar a presidência da REN na assembleia-geral de acionistas da empresa, agendada para 03 de abril, sendo Rui Vilar o nome proposto para lhe suceder.