O administrador da Ongoing na Portugal Telecom (PT) Rafael Mora revelou esta segunda-feira que se sente «condicionado, com raiva e alguma frustração» devido à aplicação de 900 milhões de euros na Rioforte que obrigou à renegociação da fusão com a Oi.

«Não me sinto refém, sinto-me é condicionado, com raiva e alguma frustração por ter acontecido tudo isto», disse aos jornalistas Rafael Mora, referindo-se ao investimento feito pela PT na Rioforte, que não foi reembolsado, nota a Lusa.

E revelou: «Conheci este investimento no dia 26 de junho no jornal Expresso. Fiquei tão indignado como qualquer acionista da PT».

Questionado sobre se o presidente demissionário da PT, Henrique Granadeiro, está a tentar «salvar a sua pele» na reunião magna, que hoje decorre em Lisboa, o responsável escusou-se a prestar declarações sobre o tema, sublinhando não comentar questões sobre pessoas individuais por uma questão de respeito.

Quanto ao sentido de voto do Novo Banco, na reunião decisiva de hoje, Mora remeteu qualquer resposta para o presidente da instituição financeira, resultante da cisão do Banco Espírito Santo (BES), Vítor Bento.

A AG tem como ponto único da ordem de trabalhos os novos termos da combinação de negócios com a Oi, que acontece depois da aplicação de quase 900 milhões de euros em papel comercial da Rioforte, do Grupo Espírito Santo (GES), empresa que não cumpriu o pagamento à operadora portuguesa no prazo previsto.