(Notícia atualizada às 19:30 horas)

Está tenso o ambiente na assembleia-geral de acionistas da Portugal Telecom (PT), que decide esta segunda-feira se o novo acordo de fusão com a Oi vai avançar.

Henrique Granadeiro, o ainda presidente da PT, chegou à assembleia-geral, onde está representado 46% do capital, acompanhado de um segurança e recusou falar aos jornalistas. Na reunião estão muitos pequenos investidores, que não esconderam o desagrado pelo investimento feito no Grupo Espírito Santo.

O presidente demissionário da operadora, teve de enfrentar o desagrado dos acionistas, por ter investido 900 milhões de euros da operadora em dívida da Rioforte, que não chegou a ser paga, e que levou à revisão do acordo de fusão com a Oi, fazendo cair a posição da PT na operadora brasileira de 39 para 25%.

A defesa do acordo de fusão coube precisamente a Henrique Granadeiro, que chegou mesmo a citar as primeiras declarações do Presidente da República sobre o caso BES para justificar a análise de risco feita quando foi decidido o investimento na Rioforte.

Granadeiro provocou ainda forte reação dos acionistas quando disse que o investimento de 900 milhões era normal e representava apenas 30% do valor da empresa em bolsa.

Entre os acionistas de referência, a revisão do acordo é vista como um mal menor, e a melhor das opções que sobravam à PT.

Os administradores da Ongoing (com 10,05% da PT através da RS Holding) e da Visabeira (com 2,64%) na PT, Rafael Mora e Paulo Varela, respetivamente, também se encontram na reunião. Em declarações à entrada para o encontro, Paulo Varela frisou que o novo acordo com a Oi «é o que melhor serve os interesses da PT» e que «a palavra cabe aos acionistas».

Também presente está o ex-administrador financeiro da PT Portugal, Luís Pacheco de Melo, que continua como administrador da PT, depois de ter assumido que a aplicação no papel comercial da Rioforte tinha a sua assinatura.

A AG tem como ponto único da ordem de trabalhos os novos termos da combinação de negócios com a Oi. À entrada da reunião, o presidente da mesa da assembleia-geral, António Menezes Cordeiro, disse esperar que a reunião ficasse resolvida «em duas horas», mas três horas depois (começou às 16h30), ainda decorre.

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