A Portugal Telecom (PT) já transferiu os seus ativos para a operadora brasileira Oi, como o previsto no processo de fusão das duas empresas, no âmbito do aumento de capital.

Em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a PT anunciou que procedeu na segunda-feira, «em liquidação de aumento de capital da Oi, à transferência para uma conta de valores mobiliários aberta em nome da Oi da totalidade das ações representativas do capital social da PT Portugal que eram por si detidas».

Os ativos da PT tinha sido avaliados em 1,75 mil milhões de euros, no âmbito do processo de aumento de capital da Oi, que permitiu um encaixe para a operadora brasileira de 13,96 mil milhões de reais (4,479 mil milhões de euros).

A oferta brasileira, de acordo com a Oi, incluiu 6.787.633.711 ações, das quais 2.262.544.570 ordinárias e 4.525.089.141 preferenciais (com direito de voto), ao preço de 2,17 reais (0,87 euros) e dois reais (0,64 euros), respetivamente.

A Oi informou também que foram alocadas 1,1 mil milhões de ações ordinárias e 2,09 mil milhões de ações preferenciais junto aos acionistas da companhia, na oferta prioritária.

Os investidores estrangeiros ficaram com 2,8 mil milhões de títulos e os fundos de investimento com 234,3 milhões de ações ordinárias e 457,2 milhões preferenciais. Os investidores particulares obtiveram 34 milhões de ações (0,50%).

Entretanto, a Oi incluiu uma opção de 6,27% do lote suplementar de ações, tendo em conta a procura, exercida parcialmente pelo banco BTG Pactual, enquanto agente estabilizador da operação.

«Em 05 de maio de 2014, o banco BTG Pactual SA, na qualidade de agentes estabilizador da oferta pública, exerceu parcialmente a opção de distribuição de 120.265.046 ações ordinárias e 240.530.092 ações preferenciais de emissão da Oi [ações suplementares], o que representa um acréscimo de 6,27% no total de ações de emissão da Oi distribuídas na oferta pública», refere hoje a operadora brasileira em comunicado.

A fusão da Oi com a PT foi anunciada a 02 de outubro de 2013, com o objetivo de combinar os negócios desenvolvidos pelas companhias no Brasil, em Portugal e na África, «no sentido de consolidar a aliança industrial» entre as companhias.